~Filosofando~

Uma das pautas mais comentadas pelos críticos em geral é o clichê. Todos nós sabemos citar pelo menos uns três com facilidade mas muitos não sabem onde e quando eles são bem usados ou dignos de uma crítica acirrada.

O debate sobre ele não deixa de ter semelhanças com outro tema abordado aqui no blog anteriormente, os animes idols, mesmo que esse tenha a somatória de preconceito e o uso de clichês extremamente utilizados em outros do gênero, fazendo a maioria não ter nada de inovador e reforçando a frase “viu um, viu todos”.

Fizemos também um top de clichês em animes, obviamente não contém todos mas vale a nível de curiosidade.

Esse é outro post (o segundo, para ser mais especifico) aqui no blog com o intuito de debater um assunto que gera certas discussões, o tema desse post foi sugerido por um comentarista e já serve de isentivo para novas sugestões.

Ele trata de um tema interessante : o clichê. Muitos reclamam de suas aparições nos animes porém outros tantos nem notam sua existência ou veem sem problemas histórias com os mesmos, geralmente isso causa discussão entre os dois grupos onde os mais críticos tendem a valorizar mais um enredo pelo seu lado único tal coisa que os telespectadores comuns no geral não dão tanta importância desde que a série o divirta.

Pessoalmente eu não vejo problema em clichês desde que eles sejam bem trabalhados e não feitos de forma repetitiva e igual a todos os animes. Esse tipo de clichê se refere mais a temática da obra, já que alguns outros clichês como o do garoto cair em cima dos peitos de uma garota, representam um tipo de cena muito comum e muitas vezes insuportável de se assistir diversas vezes devido a sua falta de criatividade.

Pode-se ter como linha de pensamento que um clichê para ser considerado bom, tem que ser único. Mas como assim? Como um clichê pode se tornar único? Isso vai da criatividade do autor e o que ele pode fazer com o enredo da obra. Cito geralmente o caso de Steins;Gate, uma obra da qual trata um tema clichê, viagem no tempo, mas mesmo assim devido a bela construção da história e suas explicações, tornou esse anime algo único.

Não só S;G fez isso, outras obras tiveram essa proeza, porém a maioria ainda segue o modo tradicional de se pôr certos temas e cenas e acaba fazendo o “clichê dos clichês”, por exemplo em animes como Fairy Tail, To Love Ru, entre outros já que a lista é grande.

Mas nem sempre um clichê precisa ser único e muitas vezes basta ser agradável, usando-se no momento e de modo certo, faz com que algo comum se torne ao menos divertido e não passa aquela sensação de repetição que muitas vezes gera o desânimo que leva à pessoa a largar o anime.

Geralmente obras com alto teor de clichês (como muitos shounens) são voltadas para o público mais comum e que “assisti por assistir” não prestando e não cobrando muito da obra, como também para o pessoal que no momento está procurando apenas uma obra que o faça se divertir ou atenda alguma vontade momentânea (como o caso dos ecchis se é que você me entende…).

Em diversas situações eu resolvi procurar um anime mais bobinho porém que service para matar tempo em vez de ver “aquela obra”, isso acontece as vezes comigo mesmo que eu priorize sempre um bom enredo e animação.

Não podemos é claro esquecer dos mangás. São inúmeros que eu li na internet apenas por não ter nada para fazer e me diverti com clichês que se fossem virar anime eu não suportaria ver por um minuto, se tornando aquele tipo de leitura que você só lê por que está ali de graça na internet e que jamais faria questão de compra-la.

Geralmente é comum de se pensar que o uso de clichês marca a decadência ou falta de qualidade de uma obra, entretanto não é bem assim que funciona as coisas.

Primeiramente se pararmos para pensar, existe tantos clichês que chega a ser impossível uma história não ter ao menos um, praticamente tudo virou clichê aos olhos de alguns enquanto outros estão nem ai.

Outrora o uso dos clichês em alguns casos tendem a deixar alguma marca registrada na história ou em um personagem, fazendo ganhar mais carisma e muitas vezes colocando o telespectador a se acostumar mais facilmente o que está acontecendo já que ele está familiarizado com esse tipo de coisa. Pois as vezes o comum é confortante.

Esse é um tema muito amplo do qual eu poderia escrever mais e mais, porém creio melhor eu terminar por aqui para ele não ficar demasiado grande para um post que tem o intuito de lhes introduzir a um debate.

Se alguém percebeu resolvi colocar o nome desse quadro como ” ~ Filosofando ~ “. Um nome bem simplório mas que vai ficar.

E ai, o que vocês pensam sobre o assunto? Reclamam do uso de clichês ou não se importam muito com ele? Os animes que vocês costumam ver tem muitos clichês? Que tipo de gênero vocês consideram o mais livre deles? Quais podem ser os futuros temas dos debates? Deixe sua opinião!

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